Doleiro da Lava Jato promete lançar livro com a “verdadeira história do Petrolão”

Doleiro da Lava Jato promete lançar livro com a “verdadeira história do Petrolão”

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Doleiro Alberto Youssef

O principal delator do maior esquema de corrupção já descoberto no Brasil, o doleiro Alberto Youssef, falou, em entrevista publicada na edição deste fim de semana pela revista Veja, do dia a dia da prisão e da rotina de políticos e executivos detidos pela Lava Jato.

Youssef comemora o que considera o sucesso de sua delação: “Eu disse que derrubaria a república, e derrubei”. Mas não acredita que a investigação acabe com a corrupção.

“Essa fase de Lava Jato vai passar, e vai continuar tudo como está. O sistema vai continuar. O Brasil não vai mudar”, afirmou à Veja.

Segundo ele, o esquema montado entre os partidos políticos e as empreiteiras, deve continuar, apesar das prisões.

“Se não pagar, não faz. Esses caras não querem pagar a ninguém. Pagam porque são obrigados. Tem de mudar o sistema”, disse.

Youssef considera que, por colaborar com a Justiça, deixou a cadeia “de cabeça erguida”.

“No esquema da Petrobras eu, como operador, tirei a minha comissão e mandei o dinheiro roubado para quem devia. O Vaccari fez a mesma coisa. O dinheiro roubado entrava e ele mandava para o PT. Não ficou com um centavo para ele. Não roubamos. Éramos prestadores de serviço. O dinheiro era dos outros”, argumentou.

Frio, ronco e ginástica

Na entrevista, “o doleiro da Lava Jato” revelou fatos curiosos sobre o dia a dia da cadeia, como o frio que os presos passam na carceragem, a compulsão do herdeiro Marcelo Odebrecht por ginástica e os roncos do ex-diretor da Petrobras Renato Duque.

Hoje Youssef cumpre pena em regime aberto e está em busca de emprego e anuncia que está escrevendo um livro que mostrará a “verdadeira história” do petrolão.

 

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