Em outubro, avião que caiu com Chape fez pouso ‘sem aviso’ no DF

Em outubro, avião que caiu com Chape fez pouso ‘sem aviso’ no DF

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Voo não tinha sido informado, e aeronave ficou retida no DF por três horas.
Viagem foi em outubro, nas Eliminatórias da Copa; time jogou em Natal.

Mateus RodriguesDo G1 DF
Aeronave que caiu com time da Chapecoense na Colômbia, em imagem de outubro no Aeroporto JK, em Brasília (Foto: Inframerica/Divulgação)Aeronave que caiu com time da Chapecoense na Colômbia, em imagem de outubro no Aeroporto JK, em Brasília; foto mostra parte do prefixo CP-2933, que identifica o avião (Foto: Inframerica/Divulgação)
O avião da empresa boliviana LaMia que caiu com o time da Chapecoense em Medellín, na Colômbia, nesta terça-feira (29) já tinha feito um pouso “sem aviso” no Aeroporto Internacional de Brasília, em outubro. A aeronave transportava a seleção da Bolívia e, na época, ficou retida por três horas no terminal, à espera de liberação dos documentos.
A aeronave usada pelo time da Chapecoense foi identificada como um quadrimotor da British Aerospace, modelo Bae 146 e prefixo CP-2933. Ao G1, a Inframerica – concessionária do Aeroporto de Brasília – confirmou que o avião é o mesmo usado pela seleção boliviana.
O registro do voo de outubro também consta no site Flight Radar 24, que acompanha as aeronaves pelo transponder, como divulgado pelo blog do colunista Matheus Leitão.
Na época, a Polícia Federal informou ao G1 que o avião tinha aterrisado em Brasília para abastecer, mas a operação não tinha sido comunicada à torre do aeroporto JK, e o serviço de apoio do terminal não tinha sido contratado para o desembarque e a retirada de bagagens.
Por causa dessa falta de comunicação, o atendimento à delegação foi feito “de improviso”. A seleção boliviana foi liberada após passar pelo controle de imigração. A Receita Federal também não tinha sido comunicada da operação, e teve de vistoriar a bagagem e os documentos dos jogadores. Os times jogaram no dia 6, na Arena das Dunas, em Natal, e o Brasil ganhou por 5 a 0.

Voos negados
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já tinha negado outros três pedidos da empresa aérea boliviana LaMia, envolvida no acidente aéreo que deixou mais de 70 mortos, inclusive jogadores do time Chapecoense, para operar em solo brasileiro.
A intenção da direção do Chapecoense era que o comandante de voo da LaMia, que também era o dono da empresa, piloto capitão Miguel Alejadro Quiroga Murakami, pudesse pegar o time em Chapecó para levar diretamente para a Colômbia, onde o time disputaria a primeira partida da final da Copa Sul-Americana. Este pedido, realizado em novembro, foi negado pela Anac.
Antes disso, outros três pedidos da LaMia também não haviam sido aceitos. Os pedidos negados mostram dificuldades da empresa em entender a dinâmica da aviação brasileira. No primeiro deles, a empresa não tinha nem os requisitos necessários para o pedido. Em outra, pediu pista em um horário de pico – 12h – para pousar e ficar no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Dois trajetos foram feitos pela empresa no país – um em outubro e outro em novembro. O primeiro, em outubro, fez a rota Natal-Brasília-Viru-Viru (Santa Cruz de La Sierra). A segunda, partiu da Bolívia, passou por Buenos Aires e parou em Belo Horizonte, deixando a seleção argentina para um jogo .
A aeronave da LaMia, um Avro Regional Jet 85 (RJ-85), prefixo CP-2933, tinha quatro motores e, por ser de grande porte, não tem facilidade para pouso em qualquer aeródromo. Segundo a agência, porém, dois voos haviam sido autorizados – e feitos – pela LaMia, em solo brasileiro.
Aeronave que caiu com time da Chapecoense na Colômbia, em imagem de outubro no Aeroporto JK, em Brasília (Foto: Inframerica/Divulgação)Aeronave que caiu com time da Chapecoense na Colômbia, em imagem de outubro no Aeroporto JK, em Brasília (Foto: Inframerica/Divulgação)

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