Estiagem: Sanepar adota rodízio de água a cada 36 horas a partir de sexta na Grande Curitiba

Estiagem: Sanepar adota rodízio de água a cada 36 horas a partir de sexta na Grande Curitiba

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11.08.20                                                 18.23 h

Estiagem no Paraná deve se estender até setembro, aponta SimeparDiante da falta de expectativa de chuva em grandes proporções e dos baixos níveis das barragens da Grande Curitiba, nesta terça (11)  em 28,67% da capacidade, a Sanepar passará a implantar a partir da próxima sexta (14) um novo sistema de rodízio de água na região. O novo sistema, chamado de rodzio C, atingirá 1,2 milhão de pessoas em cada período. A região foi dividida em três grupos que ficarão sem água por 36 horas (24 horas sem e 12 horas para recuperação) e 36 horas com água. A expectativa é que, com o novo sistema, a economia  passe dos atuais 6% para 20%.  O novo sistema de rodízio ficará em vigor até que as barragens alcancem pelo menos 60% de capacidade e caso isso não aconteça, as medidas podem ficar ainda mais duras.

Na entrevista coletiva, o diretor-presidente da Sanepar, Claudio Stabile, ressaltou que somente com o apoio da população, a grande Curitiba poderá garantir o abastecimento de água até o ano que vem: “Dizem que o medo da seca passa na primeira chuva e é isso que acontece. As pessoas acham que porque choveu, o problema está resolvido. Estamos muiito  longe de resolver essa crise hídrica histórica por causa da estiagem. Só o engajamento da população vamos conseguir garantir o abastecimento. Precisamos ter desperdício zero de água”, afirmou. As informações são do Bem Paraná.

Ele afirmou que por causa da pandemia, a Sanepar tentou resolver o problema com o rodízio mais leve, tipo B, que afeta 720 mil pessoas por dia, e com várias obras, como desvios de água na Serra do Mar e retirada de água de pedreiras e cavas da Região Metropolitana: “Nós gastamos todas as cartas que tínhamos na manga. Agora precisamos da população para que a gente não precise chegar ao racionamento, quando a falta de água é imprevisível”.  A Sanepar vai avaliar a situação das barragens e os resultados do rodízio a cada dia 15, quando também o rodízio poderá ser flexibilizado ou não.  Um canal de denúncias chamado Alerta Água, pelo Whatsapp, será criado, provavelmente a partir desta quarta (12) para denúncias sobre o desperdício de água.

Veja a situação das barragens na Grande Curitiba nesta terça (11): 

Barragem do Iraí 10,5%
Barragem Passaúna
Barragem Piraquara 1 17,26%
Barragem Piraquara 2 82,27%
Total do Saic 28,67%

Tempo

O inverno, que já é um período normalmente seco, tem sido ainda mais árido neste ano. Com exceção de parte do Centro-Oeste e do Sudoeste, a média de chuvas ficou abaixo do normal em todo o Estado entre maio e julho, segundo informações do Simepar. Julho foi o mês mais seco: em praticamente todo o Paraná, choveu de 80% a 100% menos do que era esperado para o período. Na estação meteorológica de Curitiba, por exemplo, o acumulado de chuvas foi de 26,4 milímetros em julho, contra 128,4 milímetros em junho, quando as precipitações ficaram próximas à média. Em nenhuma das estações do Simepar o acumulado ultrapassou 60,2 milímetros no mês passado. O menor índice foi registrado na estação de Maringá, que chegou a apenas 8,6 milímetros. A estiagem que já dura um ano no Paraná, com mais intensidade na região Leste (RMC e Litoral), não deve dar trégua até a primavera. A previsão do Simepar é que ela se prolongue, pelo menos, até as próximas chuvas de verão, entre dezembro e fevereiro do ano que vem.

“Podemos esperar um resto de inverno seco, com poucos eventos e chuvas menos intensas até o início da primavera. Mesmo que chova mais na próxima estação do que agora, o volume ainda será insuficiente”, explica o diretor-presidente do Simepar, Eduardo Alvim. “Esta situação preocupa porque precisamos de pelo menos três meses de chuva dentro ou acima da média para conseguir recompor os níveis dos mananciais”, diz.

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