“Adesão deverá ser total”, diz representante dos municípios da RMC sobre decreto estadual

“Adesão deverá ser total”, diz representante dos municípios da RMC sobre decreto estadual

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A adesão dos 29 municípios que formam a região metropolitana de Curitiba deverá ser total ao decreto estadual oficializado na tarde desta terça-feira (30) pelo Governo do Paraná. Com isso, a quarentena mais restritiva também será definida pelas cidades, assim como fez a capital. A informação foi confirmada à Banda B, na tarde desta quarta-feira (1), pelo presidente da Assomec (Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba), Márcio Wozniack, que também é prefeito de Fazenda Rio Grande.

Prefeito de Fazenda Rio Grande, Márcio Wozniack, é também o presidente da Assomec (Foto: Reprodução Facebook)

 

Na manhã desta quarta-feira (1) 20 prefeitos dos 29 municípios da região metropolitana (RMC) participaram do Fórum Metropolitano de Saúde, onde o novo decreto estadual foi lido e a Prefeitura de Curitiba, que já adotou o regramento, falou sobre o tema. Wozniack confirmou que a adesão será praticamente total dos prefeitos da Assomec. “Vamos agora deliberar com nossas equipes a adaptação dos regramentos para as nossas cidades e a adesão é praticamente total, tendo como base os números apresentados da pandemia na nossa região neste momento crítico”, destacou.

O presidente da Assomec salientou que os médicos têm passado que o melhor remédio é o distanciamento social e que os leitos de UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) estão escassos. “Nenhum gestor gostaria de estar fazendo isso, ainda mais em um segmento que é fundamental para o avanço das cidades, mas não podemos pensar de outra forma quando se vê um aumento de procura por hospitais. Temos sim que fazer medidas de controle para o avanço da doença”, salientou.

Antes mesmo do decreto estadual mais rigoroso, os prefeitos da Assomec haviam definido um decreto metropolitano, que restringiu os horários de algumas atividades. A diferença agora é um regramento mais rigoroso, suspendendo atividades de academias, salão de beleza, comércio de rua e shoppings. “Chegamos no momento do inverno, com mais risco ainda de doenças respiratória. Dizer que isso vai passar em 14 dias não dá, porque também depende da população fazer sua parte. O inverno tem ainda dois meses e o que vai acontecer é incerto”, explicou o prefeito.

Por fim, Wozniack destacou que boa parte da população já fez a sua parte no último fim de semana, respeitando medidas mais rigorosas, porém as exceções ainda atrapalham. “Ainda tem uma pequena parcela de pessoas que não está levando a sério. Jovens que levam o vírus para seus pais e avós, que acabam sendo um estado grave. Pessoas que estavam fazendo a sua parte no isolamento, mas acabam contaminadas”, concluiu.

No decorrer desta quarta-feira, os decretos municipais devem passar a ser substituídos pelo estadual nas cidades da região metropolitana de Curitiba.

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