Blogueiro bolsonarista é preso pela PF em investigação de atos antidemocráticos

Blogueiro bolsonarista é preso pela PF em investigação de atos antidemocráticos

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26.06.20                                                   17.45 h

A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta sexta-feira (26) o blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio, ex-assessor do Ministério dos Direitos Humanos, em Campo Grande (MS). Investigado na Operação Lume, inquérito que apura financiamento e organização de atos antidemocráticos para a volta da ditadura militar e fechamento do Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF), ele era próximo da extremista Sara Geromini, conhecida como Sara Winter. E, segundo ela, Eustáquio foi o idealizador do acampamento “300 pelo Brasil”.

Por muitos anos, Eustáquio foi repórter da Gazeta do Povo e correspondente do jornal em Paranaguá. Até antes de se mudar para Brasília em 2019, ele coordenava o departamento de jornalismo da TVCi, emissora local de televisão.

Eustáquio é casado com a jornalista Sandra Terena, responsável pela Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos comandado por Damares Alves. Ele já tinha sido alvo de uma ordem de busca e apreensão há duas semanas.

Agentes da PF localizaram o blogueiro inicialmente em Ponta Porã (MS), na fronteira com o Paraguai. Ele vinha sendo monitorado pois haveria perigo de ele deixar o país. Já na capital do Mato Grosso do Sul, ele foi preso. Eustáquio apareceu em uma live com o ex-deputado condenado no mensalão Roberto Jefferson, quando o político defendeu que haveria uma tentativa de golpe contra Jair Bolsonaro.

Em sua rede social, o blogueiro disse que possui um “núcleo de jornalismo investigativo” e que estaria no Paraguai, onde descobriu que o “comércio aberto” e o “combate à desinformação da mídia” seria a causa de poucas mortes por coronavírus no país vizinho.

Em fevereiro deste ano, Oswaldo foi condenado a pagar R$ 15 mil por danos morais ao jornalista Glenn Greenwald por ter ofendido a mãe dele, Arlene Greenwald, que morreu em dezembro vítima de um câncer no cérebro. Em agosto de 2019, Eustáquio afirmou que Glenn mentiu sobre o estado de sua mãe para acelerar os vistos americanos para os filhos menores e viajar com eles para os EUA.

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