Bolsonaro diz que Guedes tem problemas pontuais, não pediu para sair e fica no governo

Bolsonaro diz que Guedes tem problemas pontuais, não pediu para sair e fica no governo

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O presidente Jair Bolsonaro saiu em defesa da atuação do ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta terça-feira (18). Afirmou que, mesmo com “alguns problemas pontuais como todos nós temos”, Guedes é criticado muito mais por sua competência do que por eventuais deslizes.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente afirmou ainda, que o ministro da economia não pediu para sair e fica no cargo “até o último dia” de seu governo.

“Se Paulo Guedes tem alguns problemas pontuais como todos nós temos, e ele sofre ataques, é muito mais pela sua competência do que (por) possíveis pequenos deslizes. E eu já cometi muitos, muitos no passado”, disse Bolsonaro, acrescentando que todos devem muito ao ministro da Economia.

“O Paulo Guedes não pediu para sair. Aliás, eu tenho certeza que, assim como ele é um dos poucos que eu conheci antes das eleições, ele vai continuar conosco até o nosso último dia”, completou o presidente.

A fala de Bolsonaro ocorreu na solenidade de transmissão de cargo do novo ministro da Casa Civil, general Walter Braga Netto, que ocupará a pasta outrora comandada por Onyx Lorenzoni, agora ministro da Cidadania.

A declaração coincide porém com o fato de Guedes ter sido criticado por suas declarações públicas. Em uma delas, referiu-se a servidores públicos como “parasitas” ao falar da reforma administrativa.

Dias depois, minimizou o impacto do dólar alto dizendo que havia uma “festa danada” com “empregada doméstica indo para Disney”.

Durante o evento, Onyx fez uma série de elogios a Bolsonaro. Ele deixou a Casa Civil após ver a pasta ser esvaziada pelo presidente.

Bolsonaro, por sua vez, chamou o ministro de leal por seu companheirismo durante a campanha. Ele disse que Onyx não estava deixando o time, mas apenas “trocando o número da camisa”.

A Braga Netto, o presidente se referiu como um bom cidadão e militar. O ministro, por sua vez, disse que espera corresponder às expectativas pelas quais foi escolhido para o cargo.

“Agradeço ao senhor presidente a designação de chefiar a casa civil. Encaro este desafio de chefiar e integrar as ações com entusiasmo. Espero corresponder às expectativas do senhor e demais integrantes da democracia brasileira. Não me faltarão empenho, abnegação, lealdade para contribuir ao engrandecimento do nosso país. De minha parte, esperem lealdade, respeito comprometimento, assertividade e muito trabalho”, disse.

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