Bolsonaro diz a empresários árabes que está ‘de coração aberto e mãos estendidas’

Bolsonaro diz a empresários árabes que está ‘de coração aberto e mãos estendidas’

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Em clima de “paz e amor” desde que chegou aos Emirados Árabes Unidos, no golfo Pérsico, o presidente Jair Bolsonaro priorizou as palavras alegria, harmonia, confiança e amizade durante evento para empresários em Abu Dhabi na manhã deste domingo (27), tanto em seu discurso de cinco minutos quanto em entrevista na saída do evento.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

 

“Está um homem de coração aberto, estendendo a mão aos senhores, pedindo que confiem em nosso país”, disse o presidente para uma plateia de cerca de 500 empresários (100 deles brasileiros), aos quais descreveu o Brasil como “um país de todas as raças, de todas a religiões, que comporta gente do mundo todo e convive em perfeita harmonia”.
O sentimento positivo apareceu também na resposta aos resultados concretos da visita ao país árabe, que começou no sábado e se encerra na segunda: “O Brasil vai ser muito feliz com nossa passagem por aqui”.

A prioridade da comitiva brasileira nesta etapa da viagem é atrair investimentos dos bilionários fundos soberanos dos Emirados para investimentos em obras de infraestrutura (principalmente logística para o escoamento de exportações do agronegócio) e óleo e gás –nessa área, os fundos se interessam também por logística e por refino.

Definindo seu papel como o de um “cartão de visitas” do Brasil, Bolsonaro disse à plateia que esta é a primeira vez na história em que o país tem uma taxa de juros tão baixa, uma inflação “abaixo da média”, uma redução drástica do risco Brasil e do desemprego –este último indicador, no entanto, não tem sofrido diminuição acelerada. “Confiança se faz entre nós porque nós confiamos entre si”, acrescentou.

Apelou também para o estilo “paz e amor” ao ser questionado sobre por que sorrira durante discurso de representantes do governo emiradense, na abertura do seminário. “Não vou cair nessa pegadinha. Minha fisionomia é sempre de alegria, de felicidade”, respondeu.

Em árabe, as falas ficaram sem tradução tanto para a imprensa quanto para o presidente.

“Obviamente, minha fisionomia demonstrava satisfação. Sabia, mesmo sem entender o que estava sendo falado, que era boa coisa a respeito do Brasil.”

Em meio à onda de otimismo, o presidente acabou trocando os sinais do mais recente ranking sobre facilidade de fazer negócios divulgado pelo Banco Mundial.

Ao falar sobre medidas para reduzir a burocracia, “bem como tudo que poderia atravancar a relação comercial”, Bolsonaro afirmou que o Brasil “evoluiu 15 degraus na facilidade de fazer negócios”. Em ranking recém-divulgado pelo Banco Mundial, porém, o Brasil desceu 15 posições. Embora sua nota tenha melhorado, outros países avançaram mais rapidamente.

Após o evento, o presidente falou sobre países latino-americanos vizinhos, também em tom mais ameno que o adotado no Japão e na China, primeiras etapas da viagem.

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